Quando o tempo existe

Date March 11, 2014

quando o tempo existe

O tempo existe apenas para as pessoas que desejam na ignorância, então, experienciam o desejo tolo e o significado de tempo imediatamente ‘nasce’ para elas. Se não desejam tolamente, então, o tempo não existe para elas, o tempo tampouco ‘nasce’ para elas. Assim, porque pessoas comuns têm desejos, então, elas também têm tempo, o tempo existe para elas.

Daí que todos neste mundo têm que lidar com o tempo. Quando alguém deseja, no momento em que há desejo, há tempo; quando não há desejo, não há tempo também, o tempo perde seu significado. Assim, tempo existe apenas quando desejamos, quando queremos algo na ignorância. ~ Ajahn Buddhadasa


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Castelos no Ar

Date March 10, 2014

Castelos no ar

 

Por que é ensinado que viver no presente, evitando o enredar-se no passado e no futuro, é o melhor modo de se viver?

Bem, é porque se entreter com o passado significa que memórias, questões do passado nos perturbarão, quebrando nossa paz mental. E será o mesmo com o futuro: Qualquer um que se entretenha com expectativas não sábias ‘construirá castelos no ar’ e não será capaz de experienciar um verdadeiro estado pacífico da mente. Esperanças e expectativas são coisas problemáticas. ~ Ajahn Buddhadasa

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Quando trabalhar, trabalhe com uma mente vazia

Date February 18, 2014

mente clara no trabalho

mente clara no trabalho

“As pessoas precisam de alguma forma trabalhar, quase sem exceção todos tem que trabalhar, então, quando trabalhamos, que o façamos com uma mente esperta e clara, com uma mente vazia (*de eu, meu e meu eu*), e não com uma mente enfadada e pesada – não trabalhe com uma mente tensa, com uma mente apegada, faça-o com uma mente clara e vazia”. ~ Ajahn Buddhadasa

O tempo para os arahants

Date February 4, 2014

O tempo para os arahants

“Deveríamos entender que tão logo o tempo perde seu significado, então, não há mais passado ou futuro, nem tão pouco eles continuam a ter significado. Assim, isto é conhecido como não tendo tempo. Instrumentos como relógios, por exemplo, são instrumentos para fixar o tempo, para dizer o tempo; as estações do ano, como a estação anual das chuvas, e o nascer do sol a cada dia são formas de fixar o tempo. Mas o tempo em si mesmo realmente é o intervalo entre o desejo ignorante e a aquisição do desejado. Desta forma, instrumentos para dizer o tempo apenas dizem, por exemplo, a hora para comer, mas para quem não tem desejo, para quem não tem tempo, como um arahant (libertos), isso não tem o mesmo significado” – Ajahn Buddhadasa

Os Três Monges

Date May 11, 2013

Os Três Monges

Os Três Monges

Primeiro monge: “Qualquer tarefa, eu digo, que seja para o bem comum, essa devemos nos esforçar rapidamente para pagar completamente nossas dívidas para com o dharma e para com a nação”. Segundo monge: “O apego a objetos, eu digo, causará tédio e passará: a sabedoria traz o insight – ganância, ira e ilusão se vão, e isso cessará a roda do Samsara”. Terceiro monge: “Não se atrasem, meus amigos, eu digo, qualquer trabalho à frente, apressem-se por completá-lo, não negligenciem: Uma pesada carga de trabalho pode bem encurtar nossa vida, mas todos descansaremos de qualquer forma”.

Três Resoluções

Date August 13, 2012

Três Resoluções de Buddhadasa Bhikkhu

1. Ajudar todos a penetrar no coração de sua própria religião.
2. Criar um bom entendimento mútuo entre todas as religiões.
3. Trabalhar juntos para retirar o mundo do materialismo.

Obras em inglês

Date July 25, 2012

Algumas de suas obras traduzidas para a língua inglesa

Título Tradutor Ano de Publicação
Handbook
For Mankind
Ariyananda Bhikkhu (Roderick Bucknell), de um conjunto de palestras proferidas em 1956 1961
Towards Buddha-Dhamma ed. & tr. Nagasena Bhikkhu (condensed) 1964
Dhamma: The World Saviour Dr. Saiyude Punaratabhandhu 1965
No Religion Bhikkhu Punno 1967
Christianity & Buddhism vários tradutores, das Palestras Siclaire Thompson Memorial de 1967 1968
Another Kind of Birth Ariyananda Bhikkhu (Roderick Bucknell) 1969
Exchanging Dhamma While Fighting Nagasena Bhikkhu 1969
In Samsara Exists Nibbana Thawee Sribunruang 1970
Buddha-Dhamma For Students Ariyananda Bhikkhu (Roderick Bucknell), a partir de duas palestras em 1966 1972
The Meditative Development of Mindfulness of Breathing Stephen R. Schmidt, de uma palestra em 13.08.1972 1982
Buddhism in 15 Minutes H. G. Grether 1976
Conserving the Inner Ecology 3.11. 1977
Anapanasati-Bhavana Bhikkhu Nagasena, de uma série de palestras em 1959 1980
The A, B, C of Buddhism Stephen R. Schmidt 1982
Heartwood From The Bo Tree Dhammavicayo de palestras dadas em 1961 1984
Paticca-Samuppada: Practical Dependent Origination Steven Schmidt, de uma palestra dada em 1978 1986
The 24 Dimensions of Dhamma Suny Ram-Indra, de uma palestra dada em 13.07, 1965 1986
Dhammic Socialism ed. Donald Swearer (various translators) 1986
The Natural Cure for Spiritual Disease 1986
Mindfulness With Breathing: Unveiling the Secrets of Life Santikaro Bhikkhu, principalmente a partir de palestras dadas em 1986 1988
Mindfulness with Breathing: Getting Started Santikaro Bhikkhu
Keys To Natural Truth Santikaro Bhikkhu & Roderick Bucknell 1988
Comments on Education 29.03.1988
Nibbana for everyone 3.04.1988
A Single Solution for All the World Problems Ariyananda Bhikkhu (Roderick Bucknell) 6.04.1988
Let’s Become a Buddhadasa 6.04.1988
Kamma in Buddhism 7.04.1988
Help! The Kãlãmasutta, help! 6.05.1988
Two Kinds of Language Ariyananda Bhikkhu (Roderick Bucknell) 1988
Looking Within 1988
Happiness and Hunger 1988
The Dhamma Truth of Samatha-Vipassana for the Nuclear
Age
1988
The Prison of Live 10.2.1988
Me and Mine ed. D K Swearer 1989
The Buddha’s Doctrine of Anatta Dr. Mongkol Dejnakarintra, et al., de livro publicado em 1939 1990
A Buddhist Charter Mongkol Dejnakarintra & Somsri Thammasarnsophon, de palestrada dada em 1982 1990
The First Ten Years In Suan Mokkh Mongkol Dejnakarintra, de um artigo de 1943 1990
Messages of Truth from Suan Mokkh Mongkol Dejnakarintra, et al. 1990
Evolution/Liberation #1 Santikaro Bhikkhu ?
Evolution/Liberation #2 Santikaro Bhikkhu 1987
Evolution/Liberation #3 Santikaro Bhikkhu 1988
Evolution/Liberation #4 Santikaro Bhikkhu 1990
Evolution/Liberation #5 Santikaro Bhikkhu 1991
Some Marvellous Aspects of Theravada Buddhism 1991
AgriDhamma – The Duty of Professional Agriculturists 25.3.1991
Heartwood of the Bodhi Tree rev. & ed. Santikaro Bhikkhu 1994
Why Were We Born? Ariyananda Bhikkhu (Roderick Bucknell) 1995
India’s Benevolence to India (Thailand?) Karuna Kusalasaya, de uma palestra dada em 1990 199?
Technique For Living
The Real Paticca-Samuppada
Food for Thought
Forest Wat Wild Monks
The Style of Practice at Suan Mokkh
The Right Approach to Dhamma
Thoughts & Experiences Poonsiri Phanumphai & Santikaro Bhikkhu 2001
Thoughts & Experiences
Thoughts & Experiences
On Nibbana (from his notebooks)
On Mindfullness (from his notebooks)
Buddhadasa Never Dies (poem)
Don’t Be Shamed By The Chickens (poem)
The Supreme Buddhist Mantra (poem)
Note Cards from 1937 – 38

(adaptado de: Buddhadasa Bhikkhu)

Meus agradecimentos especiais a Werner Liegl pela permissão em usar sua pesquisa.

As Quatro Moradias Divinas: Amizade, Compaixão, Alegria Apreciativa e Equanimidade

Date July 16, 2012

~ por Ven. Ajahn Buddhadasa

Quando não há nenhum egoísmo, nada é prejudicado. Somente removendo o egoísmo, toda a violência e exploração podem ser destruídos. Quando não há nenhum egoísmo, não há nenhum mal a nós mesmos e aos outros, nem sequer os animais são prejudicados. Nós podemos ir longe e dizer que até mesmo o solo, o chão, a terra, não são prejudicados quando o egoísmo é afastado.

Quando este egoísmo é extinto, quando não houver nada disto prejudicando, então fica natural se relacionar com os outros em termos do que é chamado as Quatro Moradias Divinas – Amizade, Compaixão, Alegria Apreciativa e Equanimidade. Esta é a base para a felicidade no Dhamma.

Aqueles de vocês que valorizam este ensinamento das Quatro Moradias Divinas – metta, karuna, mudita e upekkha – deveriam focar nisto para extinção do egoísmo.

Se você está interessado em metta: amor universal ou amizade; karuna: compaixão; mudita: alegria apreciativa e upekkha: equanimidade, então tudo que você precisa fazer é direcionar sua atenção para o desinteresse ou abnegação.

Quando não há nenhum egoísmo então há metta automaticamente, há este amor muito espontâneo por todas as coisas. Há karuna espontâneo, o desejo em ajudar, ser útil ou compassivo. Há mudita espontâneo, alegria com a felicidade dos outros; e há upekkha espontâneo, quando não é possível ajudar neste momento então, com upekkha, espera-se pela oportunidade em ajudar e servir.

Algumas pessoas entendem essa última Moradia Divina incorretamente. Elas tomam upekkha como significando ser indiferente quando não pudermos fazer nada para ajudar. Upekkha verdadeiro é observar e esperar uma oportunidade para ajudar, se não houver no momento nenhuma forma de fazê-lo.

Assim, se você valoriza esses quatro Brahma Viharas, essas quatro Moradias Divinas, então foque sua atenção em não ser egoísta.

Esse último Brahma Vihara é frequentemente uma fonte de confusão. Upekkha quer dizer ‘olhar para’, ‘observar, ‘vigiar’. Algumas pessoas pensam que isto significa fechar nossos olhos e não prestar atenção, ser indiferente. Isso é tolo e não tem nenhum valor ou benefício. Upekkha quer dizer ‘olhar para’, ‘observar’.

Se todos no mundo continuassem procurando oportunidades para ajudar aos outros, oportunidades para servir, então não haveria nenhuma destas crises de hoje.

Então, por favor, sejam especialmente interessados por upekkha, olhando, observando por oportunidades em ajudar e servir.

Relembrando uma alma verdadeiramente grande

Date April 12, 2012

Editorial do The Nation

O centenário de nascimento de Buddhadasa seria melhor celebrado voltando a seus ensinamentos sobre a essência do Buddhismo.

Há um grande desafio na atual comemoração de um dos mais venerados monges buddhistas da Thailândia, Buddhadasa Bhikkhu. A questão é como podemos evitar manchar, ingenuamente talvez, seus ensinamentos essenciais neste processo. Se Buddhadasa for levado realmente a sério, esta é uma ocasião para “não” pensar nele. Esta não é uma ocasião para alguns pensarem que são “seus” discípulos, nem recitar seu conhecimento com propósito pessoal. E esta é a ocasião para ficar longe dos símbolos, ritos ou rituais. Para lembrar-se dele, esta é a ocasião de voltar radicalmente à essência do Buddhismo – sem todos os padrões que têm o potencial para nos iludir. Este é o momento para deixar tudo passar.

Controverso, sim. Mas também simples. Interpretando os principais ensinamentos do Senhor Buddha, Buddhadasa propôs a famosa e provocativa doutrina “eu/meu” (tua ku, khong ku). O quanto ela contradiz “eu penso, logo existo”, e qual escola é a correta, está aberto ao debate, mas este Buddhismo fundamental está baseado na convicção de que todos os sofrimentos humanos se iniciam com nossa ilusão ou ignorância sobre o “eu”. Tornamo-nos possuídos pela ganância, pela cobiça, pela raiva e assim por diante, porque de alguma maneira pensamos erroneamente que “nós” somos “permanentes”. Esta escola ensina que, em realidade, não há nada tal qual um eu, que faz parte do mundo físico, que está constantemente em um estado de fluxo. Não há nada permanente neste universo, e a ignorância da interdependência natural de todas as coisas, alimenta um ciclo contínuo de sofrimento em nossas vidas. Se pudermos superar a atitude de “eu/meu”, poderemos, então, quebrar o ciclo de sofrimento.

Alguém pode discutir ou não aceitar a idéia, mas a busca espiritual de Buddhadasa era honorável e inquestionável. Em 1932, enquanto um vento de transformação política varria a capital tailandesa, algo igualmente significativo estava ocorrendo em um lugar remoto ao sul. Um monge não-ortodoxo chamado Phra Indapanno Bhikkhu embarcava em uma longa e árdua viagem, a fim de alcançar e cultivar a real essência do Buddhismo. Ele decidiu permanecer em um santuário deserto no distrito de Chaiya, em Surat Thani. O vestíbulo dilapidado com uma estátua de Buddha em pedaços se tornaria o renomado Suan Mokkhabalarama, onde um dos maiores discípulos thailandeses do Senhor Buddha disseminou um conhecimento inestimável a centenas de milhares, talvez milhões.

O dia de ontem (27.05.2006) marcou o centenário de seu nascimento. Mas entender a essência de Buddhadasa requer reflexão sobre os eventos e a controvérsia que cercam sua morte. Antes de sua morte no dia 8 de julho de 1993, alguns de seus seguidores acusaram os médicos do Hospital de Siriraj de prover tratamento ao monge contra sua vontade. Buddhadasa tinha feito conhecida sua intenção de não permitir o uso da tecnologia moderna para prolongar sua vida. Seu desejo de morrer pacífica e naturalmente quase foi interrompido por um alvoroço onde o “eu/meu” ironicamente tomaram o palco central.

“Você pode ser um crente ardente de certa fé, e ainda assim ser totalmente ignorante sobre ela,” Buddhadasa disse uma vez. Isso foi dirigido a seus auto-proclamados “discípulos” e a muitos monges ordinários que ainda se favoreciam com o materialismo, e eram muito apegados ao “ego”. E, quando certa figura política poderosa, possuidora de enorme riqueza, afirmou recentemente que também era seu seguidor, a declaração [de Buddhadasa] sobre a ignorância total não pôde achar um testemunho melhor.

A não-ortodoxia de Buddhadasa o sujeitou ao escrutínio e ao ridículo de conservadores. Foi rotulado “louco” uma vez, e até mesmo de “comunista”. Mas seus seguidores aumentaram, e ele viajou extensivamente ao redor do mundo para defender um estilo de vida não-materialista, e espargir seu ensinamento revolucionário de como fazer a “vida de hoje” melhor, no lugar de esperar outra chance no céu ou no inferno. Seu último não dito sermão, ressoou durante as últimas fases de sua doença terminal: a morte não é nada a ser temida, e os seres humanos deveriam enfrentar essa parte natural do processo da vida com a compreensão sem preconceitos da “impermanência”.

Quando ele foi baixado em seu caixão no Wat Suan Mokkh, no dia 8 de julho de 1993, aos 87 anos, ele simbolicamente se tornou o que tinha ensinado às pessoas serem durante tanto tempo – em harmonia com natureza.

© 2006 tradução de Sérgio Alvarez, para a Comunidade Nalanda, http://buddhadasa.nalanda.org.br

Remembering a truly great soul

Date April 12, 2012

Buddhadasa’s birth centenary would be best celebrated by returning to his teachings on the essence of Buddhism

 There’s one big challenge in the ongoing commemoration of one of Thailand’s most revered Buddhist monks, the late Buddhadasa Bhikkhu. It’s the question of how we can avoid breaching, naively perhaps, his core teachings in the process. If Buddhadasa is to be taken really seriously, this is an occasion to “not” think about him. This is not an occasion for anyone to think he or she is “his” disciple, nor to recite his knowledge for personal purpose. And this is the occasion to stay away from symbols, rites or rituals. To remember him, this is the time to take to the essence of Buddhism with extremism – without all the mediums that have the potential to delude us. This is the time to let everything go.

Controversial, yes. But it’s also simple. Interpreting the Lord Buddha’s focal teachings, Buddhadasa came up with the famous and provocative “myself/mine” (tua ku, khong ku) doctrine. How much it contradicts “I think, therefore I am”, and which school is right, is open to debate, but this Buddhist fundamental is based on the belief that all human suffering starts with our misconception or ignorance about “self”. We become possessed with greed, lust, anger and so on because somehow we are mistaken that “we” are “permanent”. This school teaches that, in reality, there is no such a thing as the self, which is part of the corporeal world that is constantly in a state of flux. There is nothing permanent in this universe, and ignorance of the natural interdependence of all things feeds an ongoing cycle of suffering in our lives. If we can overcome the “myself/mine” mindset, we can then break out of the cycle of suffering.

One can argue or dispute the belief, but Buddhadasa’s spiritual quest was honourable and unquestionable. In 1932, as a wind of political change was sweeping the Thai capital, something as significant was happening in a remote corner of the South. An unorthodox monk named Phra Indapanno Bhikkhu was embarking on a long, arduous journey to reach and foster the real essence of Buddhism. He decided to stay in a deserted shrine in Surat Thani’s Chaiya district. The ramshackle hall housing a crumbling Buddha statue would become the renowned Suan Mokkhabalarama, where one of the greatest Thai disciples of Lord Buddha disseminated priceless knowledge to hundreds of thousands, perhaps millions.

Yesterday marked his birth centenary. But to get to Buddhadasa’s essence requires reflecting upon the events and controversy surrounding his death. Before he died on July 8, 1993, some of his followers accused Siriraj Hospital doctors of providing medical treatment to the monk against his will. Buddhadasa had made known his intention not to allow the use of modern technology to prolong his life. His wish to die peacefully and naturally was almost disrupted by an uproar where “myself/mine” ironically took the centre stage.

“You can be an ardent believer of a certain faith and yet be totally ignorant about it,” Buddhadasa once said. It was directed at both his proclaimed “disciples” and many mainstream monks who still indulged themselves with materialism and were still very much attached to the “ego”. And when a certain powerful political figure, who possesses enormous wealth, declared recently that he was also a follower of his, the statement about total ignorance could not find a better testament.

Buddhadasa’s unorthodoxy subjected him to conservatives’ scrutiny and ridicule. He was once dubbed “mad”, and even “communist”. But his following swelled, and he travelled extensively throughout the world to advocate a non-materialistic lifestyle and spread his revolutionary teaching on how to make “today’s life” one’s best, instead of expecting another chance in heaven or hell. His last, unspoken sermon resounded during the last stages of his final illness: Death is nothing to be afraid of and human beings should face this natural part of life’s process with the unprejudiced understanding of “impermanence”.

When he was lowered into his coffin at Wat Suan Mok on July 8, 1993, aged 87, he symbolically became what he had long taught people to be – in harmony with nature.