April 12, 2012
Editorial do The Nation
O centenário de nascimento de Buddhadasa seria melhor celebrado voltando a seus ensinamentos sobre a essência do Buddhismo.
Há um grande desafio na atual comemoração de um dos mais venerados monges buddhistas da Thailândia, Buddhadasa Bhikkhu. A questão é como podemos evitar manchar, ingenuamente talvez, seus ensinamentos essenciais neste processo. Se Buddhadasa for levado realmente a sério, esta é uma ocasião para “não” pensar nele. Esta não é uma ocasião para alguns pensarem que são “seus” discípulos, nem recitar seu conhecimento com propósito pessoal. E esta é a ocasião para ficar longe dos símbolos, ritos ou rituais. Para lembrar-se dele, esta é a ocasião de voltar radicalmente à essência do Buddhismo – sem todos os padrões que têm o potencial para nos iludir. Este é o momento para deixar tudo passar.
Controverso, sim. Mas também simples. Interpretando os principais ensinamentos do Senhor Buddha, Buddhadasa propôs a famosa e provocativa doutrina “eu/meu” (tua ku, khong ku). O quanto ela contradiz “eu penso, logo existo”, e qual escola é a correta, está aberto ao debate, mas este Buddhismo fundamental está baseado na convicção de que todos os sofrimentos humanos se iniciam com nossa ilusão ou ignorância sobre o “eu”. Tornamo-nos possuídos pela ganância, pela cobiça, pela raiva e assim por diante, porque de alguma maneira pensamos erroneamente que “nós” somos “permanentes”. Esta escola ensina que, em realidade, não há nada tal qual um eu, que faz parte do mundo físico, que está constantemente em um estado de fluxo. Não há nada permanente neste universo, e a ignorância da interdependência natural de todas as coisas, alimenta um ciclo contínuo de sofrimento em nossas vidas. Se pudermos superar a atitude de “eu/meu”, poderemos, então, quebrar o ciclo de sofrimento.
Alguém pode discutir ou não aceitar a idéia, mas a busca espiritual de Buddhadasa era honorável e inquestionável. Em 1932, enquanto um vento de transformação política varria a capital tailandesa, algo igualmente significativo estava ocorrendo em um lugar remoto ao sul. Um monge não-ortodoxo chamado Phra Indapanno Bhikkhu embarcava em uma longa e árdua viagem, a fim de alcançar e cultivar a real essência do Buddhismo. Ele decidiu permanecer em um santuário deserto no distrito de Chaiya, em Surat Thani. O vestíbulo dilapidado com uma estátua de Buddha em pedaços se tornaria o renomado Suan Mokkhabalarama, onde um dos maiores discípulos thailandeses do Senhor Buddha disseminou um conhecimento inestimável a centenas de milhares, talvez milhões.
O dia de ontem (27.05.2006) marcou o centenário de seu nascimento. Mas entender a essência de Buddhadasa requer reflexão sobre os eventos e a controvérsia que cercam sua morte. Antes de sua morte no dia 8 de julho de 1993, alguns de seus seguidores acusaram os médicos do Hospital de Siriraj de prover tratamento ao monge contra sua vontade. Buddhadasa tinha feito conhecida sua intenção de não permitir o uso da tecnologia moderna para prolongar sua vida. Seu desejo de morrer pacífica e naturalmente quase foi interrompido por um alvoroço onde o “eu/meu” ironicamente tomaram o palco central.
“Você pode ser um crente ardente de certa fé, e ainda assim ser totalmente ignorante sobre ela,” Buddhadasa disse uma vez. Isso foi dirigido a seus auto-proclamados “discípulos” e a muitos monges ordinários que ainda se favoreciam com o materialismo, e eram muito apegados ao “ego”. E, quando certa figura política poderosa, possuidora de enorme riqueza, afirmou recentemente que também era seu seguidor, a declaração [de Buddhadasa] sobre a ignorância total não pôde achar um testemunho melhor.
A não-ortodoxia de Buddhadasa o sujeitou ao escrutínio e ao ridículo de conservadores. Foi rotulado “louco” uma vez, e até mesmo de “comunista”. Mas seus seguidores aumentaram, e ele viajou extensivamente ao redor do mundo para defender um estilo de vida não-materialista, e espargir seu ensinamento revolucionário de como fazer a “vida de hoje” melhor, no lugar de esperar outra chance no céu ou no inferno. Seu último não dito sermão, ressoou durante as últimas fases de sua doença terminal: a morte não é nada a ser temida, e os seres humanos deveriam enfrentar essa parte natural do processo da vida com a compreensão sem preconceitos da “impermanência”.
Quando ele foi baixado em seu caixão no Wat Suan Mokkh, no dia 8 de julho de 1993, aos 87 anos, ele simbolicamente se tornou o que tinha ensinado às pessoas serem durante tanto tempo – em harmonia com natureza.
© 2006 tradução de Sérgio Alvarez, para a Comunidade Nalanda, http://buddhadasa.nalanda.org.br
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April 12, 2012
Buddhadasa’s birth centenary would be best celebrated by returning to his teachings on the essence of Buddhism
There’s one big challenge in the ongoing commemoration of one of Thailand’s most revered Buddhist monks, the late Buddhadasa Bhikkhu. It’s the question of how we can avoid breaching, naively perhaps, his core teachings in the process. If Buddhadasa is to be taken really seriously, this is an occasion to “not” think about him. This is not an occasion for anyone to think he or she is “his” disciple, nor to recite his knowledge for personal purpose. And this is the occasion to stay away from symbols, rites or rituals. To remember him, this is the time to take to the essence of Buddhism with extremism – without all the mediums that have the potential to delude us. This is the time to let everything go.
Controversial, yes. But it’s also simple. Interpreting the Lord Buddha’s focal teachings, Buddhadasa came up with the famous and provocative “myself/mine” (tua ku, khong ku) doctrine. How much it contradicts “I think, therefore I am”, and which school is right, is open to debate, but this Buddhist fundamental is based on the belief that all human suffering starts with our misconception or ignorance about “self”. We become possessed with greed, lust, anger and so on because somehow we are mistaken that “we” are “permanent”. This school teaches that, in reality, there is no such a thing as the self, which is part of the corporeal world that is constantly in a state of flux. There is nothing permanent in this universe, and ignorance of the natural interdependence of all things feeds an ongoing cycle of suffering in our lives. If we can overcome the “myself/mine” mindset, we can then break out of the cycle of suffering.
One can argue or dispute the belief, but Buddhadasa’s spiritual quest was honourable and unquestionable. In 1932, as a wind of political change was sweeping the Thai capital, something as significant was happening in a remote corner of the South. An unorthodox monk named Phra Indapanno Bhikkhu was embarking on a long, arduous journey to reach and foster the real essence of Buddhism. He decided to stay in a deserted shrine in Surat Thani’s Chaiya district. The ramshackle hall housing a crumbling Buddha statue would become the renowned Suan Mokkhabalarama, where one of the greatest Thai disciples of Lord Buddha disseminated priceless knowledge to hundreds of thousands, perhaps millions.
Yesterday marked his birth centenary. But to get to Buddhadasa’s essence requires reflecting upon the events and controversy surrounding his death. Before he died on July 8, 1993, some of his followers accused Siriraj Hospital doctors of providing medical treatment to the monk against his will. Buddhadasa had made known his intention not to allow the use of modern technology to prolong his life. His wish to die peacefully and naturally was almost disrupted by an uproar where “myself/mine” ironically took the centre stage.
“You can be an ardent believer of a certain faith and yet be totally ignorant about it,” Buddhadasa once said. It was directed at both his proclaimed “disciples” and many mainstream monks who still indulged themselves with materialism and were still very much attached to the “ego”. And when a certain powerful political figure, who possesses enormous wealth, declared recently that he was also a follower of his, the statement about total ignorance could not find a better testament.
Buddhadasa’s unorthodoxy subjected him to conservatives’ scrutiny and ridicule. He was once dubbed “mad”, and even “communist”. But his following swelled, and he travelled extensively throughout the world to advocate a non-materialistic lifestyle and spread his revolutionary teaching on how to make “today’s life” one’s best, instead of expecting another chance in heaven or hell. His last, unspoken sermon resounded during the last stages of his final illness: Death is nothing to be afraid of and human beings should face this natural part of life’s process with the unprejudiced understanding of “impermanence”.
When he was lowered into his coffin at Wat Suan Mok on July 8, 1993, aged 87, he symbolically became what he had long taught people to be – in harmony with nature.
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March 28, 2012
Antes da época do Buddha, as pessoas praticavam muitos tipos de pranayama. Quando o Senhor Buddha surgiu, ele também praticou pranayama; e então ele incorporou-o em seu sistema de contemplação por meio da respiração [anapanasati]. E através deste sistema de contemplação por meio da respiração, nós colocamos em ordem a vida e o corpo.
Existem muitas vantagens e benefícios no pranayama que não estão diretamente relacionados com a religião ou com o Dhamma. Esses benefícios adicionais podem incentivá-lo em relação ao pranayama ou controle da respiração e encorajá-lo a desempenhá-lo corretamente.
Primeiramente você pode estender sua vida através da prática do pranayama. Ou você pode induzir sua morte imediatamente, mesmo hoje, se você o quiser. De fato, com a prática do pranayama você pode morrer em qualquer respiração que escolher.
Por outro lado, você pode ter uma respiração saudável e um corpo bom e saudável com o pranayama.
Você pode praticar esportes, dirigir, trabalhar no escritório, ou no que quiser se você regular a respiração ou prana de modo a estar de acordo com seus objetivos.
Saiba que estes são alguns dos benefícios colaterais do anapanasati, além do escopo da religião ou do próprio Dhamma.
~Buddhadasa Bhikkhu, Mindfulness with Breathing.
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March 21, 2012

As formas mais inferiores do mal originam-se e são fortalecidas pelo desejo de ter ou ser. Formas mais moderadas do mal consistem de ações menos fortemente motivadas pelo desejo, e toda a bondade consiste de ações baseadas nas mais finas e tênues espécies de desejo, o desejo de ter ou ser em um nível adequado, bom. O bem, mesmo em suas formas mais elevadas, está baseado no desejo que, contudo, é tão refinado e tênue que as pessoas não o consideram como algo ruim. O fato, porém, é que a boa ação não pode nunca trazer a completa libertação do sofrimento. Uma pessoa que se torna completamente livre do desejo, isto é, um arahant, é a pessoa que cessa de agir com base no desejo e, por isso, torna-se incapaz de fazer algo maléfico. Suas ações estão além das categorias de bem ou mal. Sua mente é livre e transcende as limitações do bem e do mal. Em consequência, é completamente livre do sofrimento.
Esse é o princípio fundamental do Buddhismo. Não importa se somos capazes ou se desejamos seguir esse caminho, essa é a maneira de nos libertar do sofrimento. Pode ser que hoje não desejemos segui-lo, mas algum dia, certamente, vamos querer segui-lo. Quando abandonarmos completamente o mal e fizermos o bem, no mais elevado grau, a mente ainda será aflita por vários tipos de desejos atenuados, e não há nenhum meio conhecido de se desfazer deles, a não ser lutar para se colocar acima do poder do desejo, ir além do desejo de possuir ou ser algo, ruim ou bom. Se existe o Nibbana, a libertação do sofrimento de toda espécie, então deve haver absoluta e completa ausência do desejo.
© Edições Nalanda, do livro de Ajahn Buddhadasa. “A causa do sofrimento na perspectiva buddhista”. Trad. Ricardo Sasaki. Edições Nalanda: Belo Horizonte, 1998. p. 42/43.
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March 13, 2012
por Thanong Khanthong, The Nation, May 26, 2006
Bangkok, Thailândia — 27 de maio marcará o centenário de nascimento de um dos mais veneráveis monges buddhistas da Thailândia – Buddhadasa Bhikkhu, que morreu em 1993. Seus ensinamentos sobre o Buddhismo, entretanto, ainda têm imensa influência sobre os intelectuais thailandeses e buddhistas em geral, os quais se esforçam para captar a essência do Buddhismo em sua forma mais pura.
Lembro-me claramente de meu primeiro e único encontro com Buddhadasa. Há quase 20 anos, eu acompanhei um pequeno grupo de pessoas até Surat Thani, onde Buddhadasa fundou o seu Suan Mokkh em 1932, aos 23 anos de idade. Suan Mokkh é um dos numerosos “wat pa”, ou templos na selva, na Thailândia, excluídos de todas as tentações mundanas, de forma que monges e leigos buddhistas possam concentrar-se inteiramente no aprendizado e busca do caminho da salvação, como detalhado por nosso Mestre Buddha. Ficou claro, desde o primeiro instante, que Buddhadasa estava determinado a aprender e descobrir o Buddhismo a seu próprio modo.
Chegamos tarde da noite a Suan Mokkh e fomos levados a uma das casinhas de madeira para descansar. Frugalidade era o modus vivendis ali. Verdes árvores se espalhavam por todo o lugar. Fomos instruídos a nos levantar muito cedo de manhã para ouvir os ensinamentos de Buddhadasa e discutir com ele quaisquer assuntos concernentes ao Buddhismo. Estava um breu. Não ousamos olhar para fora da janela nem nos venturamos a sair, por medo de divisar fantasmas.
Na manhã seguinte, aproximadamente às cinco horas da manhã, fomos acordados e levados para ver Buddhadasa. Seu alojamento aparentava também simplicidade e frugalidade, sem nenhuma decoração. Sentamo-nos ao chão, do lado de fora, e não muito tempo depois ele apareceu, corpulento e austero, munido de seus óculos pretos espessos. Então ele se acomodou confortavelmente numa cadeira de mármore e começou a nos cumprimentar, casualmente. Não consigo me lembrar de toda a conversa aquele dia, mas recordo-me de ter-lhe feito uma pergunta.
“Se todos nos esforçamos para alcançar a salvação, então como devemos tratar as obras primas produzidas por gênios como Mozart e Beethoven?”, perguntei.
Buddhadasa replicou: “As artes são, meramente, invenções mundanas de seres humanos.” Não me lembro o que ele disse além dessa sentença, mas sua maneira de ser parecia muito desapegada de todos nós.
Tenho que confessar que, naquele momento, fiquei meio desapontado com a sua resposta. Na época, eu achava que não era característico do Buddhismo repudiar as maiores realizações artísticas da humanidade. Bach compôs música sacra maravilhosa para celebrar Jesus Cristo. Da mesma forma, há muitas incríveis peças de arte buddhistas, retratando a vida do Mestre Buddha.
Eu não poderia ter entendido àquela época que estávamos falando de assuntos diversos – do universal e do particular. Ele era um monge iluminado, consciente da natureza transitória do mundo e desapegado de todos os desejos mundanos ao ponto da completa negação de si mesmo. Qualquer assunto, cujo foco não fosse o término do sofrimento, ou o esforço para se alcançar a verdade última era de importância secundária, ou representava, simplesmente, a manifestação de desejos mundanos.
Sem dúvida alguma, Buddhadasa foi um monge reformista. Ele procurou expor a essência do Buddhismo, seguindo estritamente as escrituras do Buddha e desfazendo-se de todo rito ou ritual. Ele chegou à conclusão simples de que a salvação do sofrimento encontra-se no coração do Buddhismo. Qualquer coisa para além desse objetivo singular de alcançar a salvação do sofrimento era irrelevante.
Ele descobriu que o Mestre Buddha desencorajava qualquer assunto que inibisse a saga de alcançar a salvação. Por exemplo, perguntava-se, freqüentemente, ao Mestre Buddha aonde os seres humanos iam após a morte. Eles iriam para o céu ou para o inferno? O Mestre Buddha tratava desses assuntos como irrelevantes e concentrava-se em ensinar os fundamentos da cessação do sofrimento.
Buddhadasa tentou seguir os passos do Mestre Buddha, indo direto à essência do Buddhismo sem o auxílio de nenhum dos rituais. Ele propôs a famosa doutrina do “mim/meu” (“tua ku, khong ku”). Todo sofrimento humano começa com nossa concepção errônea ou ignorância a respeito do ‘eu’. Presumimos que o ‘eu/self’ existe. Por isso nos sentimos alegres quando conseguimos o que queremos. Nos sentimos tristes quando nos separamos de nossos amados ou quando não conseguimos o que queremos. Todos os nossos desejos são criados pela ignorância do ‘eu’, que reage aos sentidos. Mas, na verdade, não há tal coisa como o “self” (eu), que é parte do mundo corpóreo que está em constante estado de fluxo. Não há nada permanente neste universo.
Buddhadasa explicou que se conseguirmos superar a programação mental mim/meu, poderemos então sair fora do ciclo de sofrimento. Podemos realizar a iluminação a qualquer momento do tempo – a todo minuto, a todo segundo do dia – se abordarmos o mundo como ele é, sem nenhum envolvimento do ‘eu’.
Porque Buddhadasa negava todos os ritos e rituais associados ao Buddhismo, ele não era popular junto ao povo em geral. A maioria dos thailandeses amontoam-se perto de monges famosos para obter bençãos para suas vidas. Eles gostam de ter água benta borrifada sobre suas cabeças ou ganhar amuletos do Buddha, de monges famosos, para incrementar sua sorte (“duang”) ou recuperar-se de seus infortúnios. Eles praticam ações meritórias porque acreditam que viverão melhor na próxima vida.
Ao celebrarmos a vida de Buddhadasa, devemos encontrar tempo para voltar a ler um de seus muitos livros sobre a doutrina mim-meu. Se pudéssemos praticar metade do que Buddhadasa nos ensinou, os thailandeses levariam vidas mais significativas, livres da hostilidade, tal qual a estamos experimentando agora com a polarização política atual.
© 2006 tradução de Rosana Lucas, para a Comunidade Nalanda,
http://buddhadasa.nalanda.org.br
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February 27, 2012
Bangkok, Thailand — May 27 will mark the centenary of the birth of one of Thailand’s most venerable Buddhist monks – Buddhadasa Bhikku, who passed away in 1993. But his teachings on Buddhism still have a huge influence on Thai intellectuals and Buddhists in general who strive to grasp the essence of Buddhism in its purest form.
I remember vividly my first and only encounter with Buddhadasa. Almost 20 years ago, I accompanied a small group of people to Surat Thani, where Buddhadasa founded his Suan Mokkha in 1932 at the age of 23. Suan Mokkha is one of the numerous “wat pa”, or temples in the jungle, in Thailand, cut off from all worldly temptations so that the monks and lay Buddhists can concentrate fully on learning and pursuing the path of salvation as laid out by our Lord Buddha. It was clear from the very beginning that Buddhadasa was determined to learn and discover Buddhism by his own way.
We arrived at Suan Mokkha late in the evening and were taken to one of the small wooden houses to rest. Frugality was the way of life there. Green trees were everywhere. We were told to wake up very early in the morning to listen to Buddhadasa’s teaching and discuss any subjects regarding Buddhism with him. It was pitch dark. We dared not look outside the window or venture out for fear of seeing ghosts.
At about 5 o’clock the following morning we were woken up and taken to see Buddhadasa. His lodging also looked very simple and frugal, without any decoration. We sat on the floor outside and before long he appeared with his stout body and grim expression, wearing his thick black glasses. Then he settled comfortably on a marble chair and began to greet us casually. I cannot remember all the conversation on that day but I do remember asking him one question.
“If we all strive for salvation, then how should we treat world’s masterpieces produced by geniuses like Mozart or Beethoven?” I said.
Buddhadasa replied: “Arts are simply worldly inventions of human beings.” I cannot recall what he said beyond that sentence, but his manner seemed very detached from all of us.
I have to confess that at that moment, I was rather disappointed with his answer. I thought then that it was uncharacteristic for Buddhism to repudiate the greatest artistic achievements of mankind. Bach wrote marvelous church music to celebrate Jesus Christ. There are also several great Buddhist artworks depicting the life of the Lord Buddha.
I could not have understood then that we were talking about different subjects – the universal and the particular. He was an enlightened monk, who was conscious of the transient nature of the world and was detached from all worldly desires to the point of complete self-denial. Any subject that did not concentrate on ending suffering or striving for the ultimate truth was of secondary importance or simply represented a manifestation of worldly desires.
Without doubt, Buddhadasa was a reformist monk. He sought to expound the essence of Buddhism by strictly following the Buddha’s scriptures and doing away with all the rites or rituals. He came to the simple conclusion that salvation from suffering lay at the heart of Buddhism. Anything beyond this singular aim of achieving salvation from suffering was irrelevant.
He found that the Lord Buddha discouraged any subject that inhibited the quest to achieve salvation. For instance, Lord Buddha was frequently asked where human beings went after their death. Would they go to heaven or hell? Lord Buddha treated these subjects as irrelevant and concentrated on teaching the foundation of ending suffering.
Buddhadasa sought to follow the Lord Buddha’s steps by going directly to the essence of Buddhism without the aid of all the rituals. He came up with the famous “myself/mine” (“tua ku, khong ku”) doctrine. All human suffering starts with our misconception or ignorance about the self. We presume that the self exists. That is why we feel happy when we get what we want. We feel sad when we depart from our lovers or do not get what we want. All of our desires are created by the ignorance of the self, which reacts to the senses. But, in reality, there is no such a thing as the self, which is part of the corporeal world that is constantly in a state of flux. There is nothing permanent in this universe.
Buddhadasa explained that if we can overcome the myself/mine mindset, we can then break out of the cycle of suffering. We can realise enlightenment at any moment in time – every minute, every second of the day – if we approach the world as it is, without any involvement of the self.
Since Buddhadasa denied all rites or rituals associated with Buddhism, he was not popular among the general population. Most Thais flock to famous monks in order to get blessings for their life. They like to have holy water sprinkled on their heads or get Buddha amulets from famous monks in order to further boost their stars (“duang”) or salvage their misfortunes. They make merit because they believe that they will live better in the next life.
As we honour the life of Buddhadasa, we should make the time to go back and read one of his numerous books on the myself-mine doctrine. If we could practice half of what Buddhadasa has taught us, Thais would live more meaningful lives, free of hostility such as we are experiencing now with the current political polarisation.
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February 1, 2012
por Nantiya Tangwisutijit [The Nation, 27 de maio de 2006]
Poderá o buddhismo thailandês ser salvo da superstição? Seguidores acreditam que os ensinamentos de Buddhadasa são decisivamente relevantes para a nossa era.
Bangkok, Thailândia – Mayura Wilainum-chokchai recorda-se de ter se interessado muito pouco pela extensa cobertura, nos noticiários de TV, ao funeral do Venerável Buddhadasa Bhikku, a 13 anos atrás. Como nunca tinha ouvido falar do monge antes disso, ela simplesmente presumiu que Buddhadasa fosse um dos muito famosos Luang pu, monges anciãos com poderes sagrados.
Agora com 26 anos, Mayura vê as coisas de um modo muito diferente. Recentemente, ela abandonou seu trabalho como artista gráfico em uma empresa japonesa a fim de prosseguir sua licenciatura nos Estados Unidos. Quando retornar à Thailândia, ela planeja dar início a uma nova vida como educadora, difundindo o dharma de Buddhadasa junto aos jovens da nova geração.
“Pretendo atrair a atenção dos jovens para o Buddhismo”, diz ela. “Eu já era quase velha demais quando descobri que os ensinamentos buddhistas podem ser benéficos para alguém que, como eu, nunca acreditou em estórias de superstição nem nunca gostou de freqüentar templos cheios de ornamentos e de monges assistindo TV e se divertindo com jogos eletrônicos”.
Na noite passada [26 de maio], Mayura e alguns de seus “amigos de fé” viajaram de trem até Suan Mokkh ou o “Jardim da Liberação” – fundado pelo Buddhadasa a 74 anos atrás -, para juntarem-se às comemorações de hoje pelo centenário do mais conhecido estudioso buddhista da Thailândia e reformador do Buddhismo Theravada.
Mayura exemplifica uma tendência crescente entre os jovens, uma tendência que vários estudiosos buddhistas esperam ser capaz de salvar o Buddhismo Thailândes de um futuro potencialmente instável.
“Mais de 80% das pessoas dizem que são buddhistas, mas eu duvido que a maioria delas saiba realmente qual é a essência do Ensinamento de Buddha”, desafia Bancha Chalermchaikit, proprietário da editora Sukapap Jai, responsável pela publicação dos livros de Buddhadasa durante mais de duas décadas.
“Quase 2.000 cópias dos livros de Buddhadasa podem nas prateleiras durante cerca de quatro ou cinco anos, ao mesmo tempo em que os livros de monges e monjas com poderes sobrenaturais podem alcançar mais de 100.000 cópias vendidas em poucos meses”.
Pior ainda, acrescenta Phra Dussadee Methangul, um conhecido discípulo de Buddhadasa, é que a maioria dos 300.000 monges buddhistas da nação não está cumprindo a sua missão de ajudar as pessoas a libertarem suas mentes da ignorância que o Buddha ensinou ser a raiz e causa de toda ilusão e sofrimento.
“Os próprios monges podem até mesmo estar encorajando esta ilusão”, explica Phra Dussadee. “Eles chegam a distribuir números para sorteios, amuletos, e até a benzer com água benta, porque sabem que esses são jeitos certos de atrair as pessoas para os seus templos – e mais visitantes representam maiores doações”.
Mas – assim como enfatizou Buddhadasa -, essas atividades estão longe daquilo que é a essência dos Ensinamentos de Buddha, e como resultado disso, acusam os críticos, elas estão contribuindo para o declínio da religião, numa época em que ela é mais necessária do que nunca.
Defensor do Buddhismo, Dr. Tienchai Wongchaisuwan observa que templos que se aproveitam dos medos e das esperanças das pessoas em relação a uma vida melhor agem de modo apenas ligeiramente diferente do modo como age uma grande corporação. “As multinacionais exploram nossa ignorância sobre como funciona a ambição pelas posses materiais, e sistematicamente fazem um pacote disso tudo como sendo fruto da ‘cultura da modernidade’”, argumenta ele.
Outros estudiosos concordam com isso. À medida que se torna mais e mais sofisticado, o consumismo passa a negociar não apenas produtos, mas também estilos de vida e cultura. O Buddhismo ritualista tira proveito desse mesmo enfoque: “Diz respeito a fazer com que as pessoas se sintam melhores consigo mesmas”, nota a Dra. Suwanna Satha-anand, professora de filosofia da Universidade Chulalongkorn.
“O Buddhismo comercial também vende algo mais abstrato, tal como treinamento meditativo capaz de fazer as pessoas sentirem uma felicidade momentânea”, aponta ela.
“Temos de admitir que o Buddhismo [tal como ensinado por Buddhadasa] é uma religião realmente muito difícil e exigente. Trata-se de uma religião baseada na sabedoria, e não na fé. Para conquistar essa sabedoria, é preciso que você não apenas entenda intelectualmente os Ensinamentos, mas que principalmente você os coloque em prática. Para isso, você deve contar consigo mesmo, e não com deuses”.
Mas Phra Paisal Visalo, um discípulo de Buddhadasa bastante conhecido, não se desanima. Segundo ele, o fato de um número crescente de ocidentais estar se interessando cada vez mais pelo Buddhismo e por sua explicação lógica da vida e do sofrimento ilustra bem a incapacidade das pessoas de encontrar uma resposta para a vida através do sucesso material.
Segundo ele, isso não ocorre de modo diferente na Thailândia, e cita os jovens – como Mayura – como um exemplo do início de uma tendência parecida. “Esse crescimento do consumo material tem um lado positivo, pois dá à religião uma oportunidade de oferecer alternativas, dado que as pessoas acabam superando o mito de que o materialismo traz felicidade”, diz ele. “Além disso, avanços como os da tecnologia da informação podem nos ajudar – a nós, monges – a entender o mundo exterior e a ser mais compreensivos com as necessidades das pessoas”.
Phra Dussadee concorda com isso, e acrescenta que talvez seja a hora de os seguidores de Buddhadasa adotarem uma postura mais afirmativa ante sua comunidade, a fim de disseminarem seus ensinamentos a amplos grupos na sociedade. Tal como era o desejo de Buddhadasa, cada vez um número maior de leigos está começando a ensinar o dharma para seus camaradas leigos, através de livros e palestras, tal como Mayura planeja ela mesma fazer.
“Monges certamente enfrentam um duro desafio se querem continuar sendo indispensáveis para o futuro do Buddhismo”, alerta Phra Dussadee. “Poderemos perder relevância se não nos tornarmos mais comprometidos com o ensino e a prática mais profunda do dharma, ajustando nosso papel como praticantes religiosos”.
No final das contas, nada disso realmente terá importância se seguirmos o ensinamento básico buddhista da impermanência, diz a Dra. Suwanna. “Os ensinamentos de Buddhadasa podem, eventualmente, desaparecer, mas – como enfatizam os próprios monges – o Buddhismo é uma lei fundamental da natureza que sempre estará aqui, presente, para que as pessoas a descubram”.
© 2006 tradução de Newton Sodré, para a Comunidade Nalanda, http://buddhadasa.nalanda.org.br
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February 1, 2012
A Century of Spirituality
by Nantiya Tangwisutijit, The Nation, May 27, 2006
Can Thai buddhism be saved from superstition? Followers feel Buddhadasa’s teachings are crucially relevant to the present age
Bangkok, Thailand — Mayura Wilainum-chokchai remembers having little interest in the extensive TV news coverage of the funeral of the Venerable Buddhadasa Bhikku 13 years ago. She had never heard of the monk before and simply assumed Buddhadasa was one of many famous Luang pu, senior monks with sacred powers.
Now 26, Mayura sees things very differently. She recently left her job as a graphic designer with a Japanese company in order to pursue graduate studies in the United States. Upon her return to Thailand, she plans to enter the teaching profession, starting a new life spreading Buddhadasa’s dharma to the younger generation.
“I want to bring Buddhism to the attention of young people,” she says. “I was almost too old when I learnt that Buddhist teachings can benefit someone like myself who never believed in superstitious stories or particularly liked going to temples full of ornate buildings and monks watching big-screen TVs with [Sony] Playstations”.
Last night Mayura and some of her like-minded friends made the trip by train to Suan Mokkh or the “Garden of Liberation” founded by Buddhadasa 74 years ago, to join today’s commemoration of the centenary of Thailand’s most famous Buddhist scholar and reformer of Theravada Buddhism.
Mayura exemplifies a growing trend among young people, a trend which many Buddhist scholars hope will be able to save Thai Buddhism from a potentially shaky future.
“More than 80 per cent of people report that they are Buddhists, but I doubt that many of them really know about the essence of the Buddha’s teaching,” challenges Bancha Chalermchaikit, the owner of Sukapap Jai publishing house, which has printed Buddhadasa’s books for more than two decades.
“Some 2,000 copies of Buddhadasa’s books might stay on the shelves for four or five years while those about monks and nuns with supernatural powers can sell 100,000 copies in a few months.”
Even worse, adds Phra Dussadee Methangul, a famous disciple of Buddhadasa, is that most of the nation’s 300,000 Buddhist monks are not doing their job of helping people rid their minds of the ignorance that the Buddha taught is the root cause of delusion and suffering.
“The monks themselves may even be encouraging this delusion,” explains Phra Dussadee. “They hand out lottery numbers and amulets and sprinkle holy water because they know that these are easy ways to draw people to their temples, and more visitors means more donations.”
As Buddhadasa emphasised, such activities are far from what was at the essence of the Buddha’s teachings, and as a result, critics charge, they are contributing to the religion’s decline at a time when it may be needed more than ever.
An advocate of Buddhism, Dr Tienchai Wongchaisuwan observes that temples taking advantage of people’s fears and hopes for a better life are acting little differently from corporations. “Multinational corporations exploit our ignorance surrounding how the craving for material possessions works and are systematically packaging it as ‘modern culture’,” he argues.
Other scholars agree. As consumerism becomes more sophisticated, it sells not only products but lifestyles and culture too. Ritualistic Buddhism benefits from that same approach: “It’s about getting people to feel better about themselves”, notes Dr Suwanna Satha-anand, a lecturer in philosophy at Chulalongkorn University.
“Commercial Buddhism is also selling something more abstract, such as meditation training that can make people feel momentary happiness,” she notes.
“We have to admit that Buddhism [such as Buddhadasa taught] is a very difficult and demanding religion. It is a religion based on wisdom, not faith. To gain this wisdom, you have to not only intellectually understand the teaching but also practice it. It demands you rely on yourself, not gods.”
But Phra Paisal Visalo, a well-known disciple of Buddhadasa, is not discouraged. He says the fact that an increasing numbers of people in the West are becoming interested in Buddhism and its logical explanation of life and suffering is an illustration of people failing to find the answer to life through material success.
He sees Thailand as no different and cites young people like Mayura as an example of the beginning of a similar trend. “This growth in material consumption does have a positive side. It allows religion an opportunity to present alternatives once people emerge from the myth that materialism leads to happiness,” he says. “Moreover, advances like information technology can also help us monks to understand the outside world better and be more responsive to people’s needs.”
Phra Dussadee concurs, adding that maybe it is time for Buddhadasa’s followers to become more aggressive in their networking to spread his teaching to wider groups in society. As Buddhadasa hoped, more laypersons are now beginning to teach dharma to fellow laypersons through books and lectures, as Mayura herself plans to do.
“Monks certainly face a tough challenge if they are still to be relevant in the future of Buddhism,” advises Phra Dussadee. “We may lose relevance if they don’t adjust to become more committed to learning and practising deeper dharma to fit our role as religious practitioners.”
Ultimately, none of this may really matter if we follow the basic Buddhist teaching of impermanence, says Dr Suwanna. “Buddhadasa’s teaching could eventually fade away, but as the monk himself stressed, Buddhism is a fundamental law of nature and will always be there for people to discover.”
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January 25, 2012
Por Aree Chaisatien, The Nation, 28 de setembro, 2006
Bangkok, Thailândia — Mais de setenta jovens de toda a Thailândia começaram em Surat Thani (província de Bangkok), nesta quinta-feira, uma caminhada ininterrupta de 750 quilômetros em prol do entendimento inter-religioso.
Eles partiram do monastério de Suan Mokkh, por ocasião do 13º. aniversário de cremação do reverenciado monge buddhista Buddhadasa Bhikkhu. A sua jornada se encerrará em Bangkok no Sathira Dhammasathan Meditation Centre (Centro de Meditação Sathira Dhammasathan).
A caminhada “Dhamma Khot Dhamma Yatra” atravessará nove províncias ao longo das praias do Golfo da Thailândia e objetiva propagar o Dhamma através da juventude, utilizando o poder da geração jovem em ajudar na solução dos problemas sociais.
É também uma forma de divulgar as três resoluções do falecido monge: compreender a própria religião, compreender as outras religiões e recusar o materialismo.
Cada jovem veste uma camiseta onde se pode ler “Dhamma Khot Dhamma Yatra” e carrega o “DhammaKote”, uma série de livros do monge sobre a essência do Buddhismo. Eles compartilham o que aprenderam com os amigos.
Sansanee Sthirasuta, a monja fundadora do Sathira Dhammasathan, afirma que os livros “DhammaKote” são como guias. “Em cada página que você os abre, conhecerá um pouco mais sobre o seu coração. E em cada lugar em que pararmos, pegaremos o livro, escolheremos um tópico e o compartilharemos com outras pessoas”.
Ela afirmou que a caminhada demonstra que o venerável monge não está morto, como ele anunciou certa vez ao afirmar que Buddhadasa (referindo-se ao ensinamento da essência do Buddhismo) não morreria.
Lalada Yiengyong, com 12 anos de idade, a mais jovem do grupo e proveniente da escola Krungtep Vited Suksa de Bangkok, declarou: “Eu me juntei ao grupo desejando compreender a mim mesma e aos outros. Gostaria de corrigir a mim mesma através da aprendizagem da convivência com as outras pessoas”.
Pirun Salae, com 23 anos de idade, um estudante muçulmano da Universidade de Suan Dusit Rajabhat afirmou: “A aprendizagem não está confinada necessariamente ao Islã somente”.
O itinerário dos jovens visitará o local de nascimento e a residência do falecido monge em Surat Thani e Wat Tapangjik, onde ele morou por quase uma década.
Eles caminharão através de Chumpon, Prachuap Khiri Khan, Pretchaburi, Samut Songkhram, Samut Sakhon e Nonthaburi até chegarem a Bangkok. Esta rota foi planejada por Rattapoom Youprom, famoso viajante que atravessou com seu caiaque as hidrovias do país durante 500 dias com o fim de encontrar a paz interior. Esta caminhada espiritual sustenta também este mesmo objetivo ao acolher as pessoas de outras religiões e compartilhar com elas os insights ao longo do caminho.
A caminhada faz parte das celebrações do centésimo aniversário de nascimento do Bhikkhu Buddhadasa.
© 2006 tradução de Fernando Domicildes, para a Comunidade Nalanda,
http://buddhadasa.nalanda.org.br
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January 25, 2012
By Aree Chaisatien, The Nation, September 28, 2006
Bangkok, Thailand — More than 70 youths from all over Thailand have started Thursday a 24-day, 750-kilometre walk for religious understanding from Surat Thani province to Bangkok.
They set off from Suan Mokkh monastery, the 13th anniversary of the cremation of revered Buddhist monk Buddhadasa Bhikkhu. Their journey will end at Sathira Dhammasathan Meditation Centre in the capital.
The “Dhamma Khot Dhamma Yatra” Walk passes through nine provinces along the shore of the Gulf of Thailand and aims to advertise dhamma through youth, using the power of the young generation to help solve social problems.
It is also a way of promoting the late monk’s three resolutions: to understand one’s own religion, to understand other religions and to shun materialism.
Each youngster wears a Tshirt labelled “Dhamma Khot Dhamma Yatra” and carries the “DhammaKote”, the monk’s series of books on the essence of Buddhism. They share what they have learned with friends.
Sansanee Sthirasuta, the nun who founded Sathira Dhammasathan, says the “DhammaKote” books are like guidebooks. “With every page you open, you’ll know more about your heart. And every place we stop, we’ll take the book out, pick a topic and share with others.”
She said the walk showed that the venerable monk was not dead as he once announced that Buddhadasa (referring to the teaching of the essence of Buddhism) would not die.
Lalada Yiengyong, 12, the youngest in the group and from Bangkok’s Krungtep Vited Suksa School, said: “I joined the group wishing to understand myself and others. I wish to correct myself by learning to live with others.”
Pirun Salae, 23, a Muslim student from Suan Dusit Rajabhat University, said: “Learning is not necessarily confined only to Islam.”
The youngsters’ itinerary will take in the late monk’s birthplace and home in Surat Thani and Wat Tapangjik, where he lived for nearly a decade.
They will walk through Chumpon, Prachuap Khiri Khan, Phetchaburi, Samut Songkhram, Samut Sakhon and Nonthaburi to Bangkok. The route was planned by Rattapoom Youprom, who famously travelled the country’s waterways by kayak for 500 days to find inner peace. This spiritual walk will embrace these goals by welcoming people of other faiths and sharing insights along the way.
The walk is part of the celebrations of the 100th anniversary of the birthday of Buddhadasa Bhikkhu.
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