Um encontro com Ajahn Buddhadasa

Date November 12, 2014

SanghaWholeAgain

 

“Minha mãe morreu de repente quando eu tinha 29 anos. Depois disso senti fortemente a necessidade de ter alguém que pudesse me ajudar a entender sobre o que era tudo aquilo – viver como um ser humano. Um ano depois eu viajei até a Tailândia a fim de conduzir uma pesquisa enquanto antropóloga cultural e, por coincidência, visitei um mosteiro no sul da Tailândia onde havia um retiro programado para começar dentro de três dias, dirigido por um monge muito famoso, Ajahn Buddhadasa. Claro que eu não tinha ideia de quem ele era. Mas quando o encontrei tive uma sensação profunda de reconhecimento de que havia algo para mim naquilo. Ele tinha uma força, uma imperturbabilidade de coração que conseguia transmitir com seu ser. Eu queria aquilo também para mim, pois minha vida era perturbada por todos os cantos. Tornou-se claro para mim que eu queria ser como ele, que eu queria conhecer o que ele conhecia.

 

Vivi na Tailândia por vários anos, retornando ao mosteiro algumas vezes, e comecei a sentir um chamado crescente para a vida monástica, o que realmente me deixava confusa. Eu não estava pronta para tudo aquilo naquela época. E, realmente, pensava que se tornar uma monja era algo louco para se fazer. Mas não conseguia esquecer aquele forte chamado. E, então, três ou quatro anos após meu primeiro encontro com Ajahn Buddhadasa, eu acabei indo lá, vivendo um ano e meio como uma upasika, uma renunciante laica, antes de ir até o Mosteiro Amaravati na Inglaterra… onde me tornei uma ananagarika, uma monja de oito preceitos”. Ayya Santacitta | http://www.tricycle.com/living-dharma/making-sangha-whole-again

“Fumaça à noite, fogo de dia”

Date October 14, 2014

smoke“Fumaça à noite” refere-se aos insones e inquietos. Um sofredor dessa reclamação fica a noite toda com a mão na cabeça, planejando ir aqui ou ali, pensando em como ganhar dinheiro, como ficar rico rápido e adquirir várias coisas que deseja. Sua mente é cheia de “fumaça”. Tudo o que consegue fazer é ficar assim até a manhã, quando consegue levantar e sair correndo, obediente às vontades da fumaça que ficou mantendo a noite inteira. Essa atividade fervente é o que Buda referiu-se como “fogo de dia”. Esses são os sintomas de uma mente que não atingiu a tranquilidade, uma mente que vem sendo privada de nutrição espiritual. É uma fome e sede patológicas induzidas por um poluente chamado desejo sedento. Durante a noite inteira, a vítima reprime a fumaça e o calor, que tornam-se fogo pelas manhãs e que então incendeiam calor dentro dela durante o dia todo. Se uma pessoa é obrigada, durante toda a sua vida, a suprimir “a fumaça à noite”, que então vira “fogo de dia”, como ela pode algum dia achar frescor e paz? Apenas visualize a sua condição. Ela suporta o sofrimento e tormentos por toda a sua vida, desde o nascimento até que entra no caixão, simplesmente por falta da visão que pudesse erradicar completamente esse fumo e fogo. Para tratar de tal situação, nós devemos fazer uso do conhecimento proporcionado pelo Buddha. O fumo e o fogo diminuem proporcionalmente ao entendimento da verdadeira natureza das coisas. ~ Ajahn Buddhadasa

O Eu é Pesado

Date August 5, 2014

Ajahn BuddhadasaSe entendermos nossos problemas clara e completamente, então seremos capazes de fazer algo em relação a eles. Precisamos, por esse motivo, dar a devida atenção a eles. Se olharmos cuidadosamente poderemos ver que existem dois tipos de vida: existe a vida pura, a parte essencial da vida; e existe um tipo de vida que tem algo extra, alguma coisa adicionada. Essa adição é o peso. Precisamos entender isso cuidadosamente e ver que existem esses dois tipos, pois a maioria de nós mistura e confunde as duas vidas. Quando falamos sobre a vida pura, uma vida na qual não há nada extra, estamos falando sobre nāma e rūpa, ou mente e corpo. Vida pura é apenas mente e corpo; isso é tudo que existe. Mas uma vida que é um entrave a si mesma tem algo adicionado; um terceiro elemento é adicionado à mente e ao corpo. Em pāli, isso é chamado de ‘attā’. Em português, podemos chamar de ‘eu’. Quando tomamos a vida pura da mente e do corpo e adicionamos um ‘eu’ a isso, então existe este ‘eu’ que pode sofrer. Esse é o componente extra que foi adicionado.

Adicionando ego – algumas pessoas chamam de ‘espírito’ ou ‘alma’ , esta ideia de que há uma substância eterna que faz de você ‘você’, que faz você um indivíduo especial, uma personalidade separada – é o que torna a vida um peso . Então, se você é sábio, você aprende a distinguir entre a vida pura da mente e do corpo, nada mais que a mente o corpo, e a opressão, a vida pesada onde você adicionou esta coisa chamada ego.

Muitas vezes, quando dizemos que não existe o eu, as pessoas ficam preocupadas ou com raiva. O apego e identificação a essa ideia é tão forte que elas realmente podem se tornar hostis em relação a nós se começamos a dizer que tal coisa não existe. Portanto, precisamos explicar isso um pouco para que vocês não fiquem com raiva de nós. A ideia de um eu é comum a todos. Seja do Oriente, seja do Ocidente, todos temos algum tipo de ideia e crença em um eu. Absolutamente cada um de nós. É uma ilusão fundamental que surge em todas as mentes humanas. Indianos, tailandeses, chineses, todo mundo anda por aí com esta ideia de um eu, uma alma, um Atman, ou o que quer que se queira chamá-lo.

Temos de olhar para isso e ver se realmente existe tal coisa. Como é que esta ideia de um ‘eu’ surgiu? O que acontece para que ela surja em crianças? Uma criança pode estar a andar, por exemplo, e esbarra numa cadeira. Machuca a perna e fica zangada. A criança, então, chuta a cadeira, talvez com muita força. A cadeira transformou-se numa pequena pessoa para a criança; a cadeira foi identificada como uma coisa individual, e foi-lhe dada uma personalidade. E, dado que a cadeira a atacou agressivamente, a criança reage com fúria. Esse é o resultado de não entendermos como as coisas são. A criança é ignorante a respeito da realidade da cadeira. A cadeira não tem personalidade e, então, é absolutamente ridículo ficar furioso com qualquer objeto inanimado. Mas, por causa da ignorância, de não se entender, a ilusão de um ‘eu’ surge, não apenas para com as cadeiras, mas para com o corpo e a mente — o ‘eu’ surge, o ‘eu’ que é diferente da cadeira.

Essa é uma ilusão fundamental constantemente sendo condicionada na mente humana, na mente de todos os seres sencientes. E está enraizada na ignorância. Essa ilusão, a ideia de ‘self’, está constantemente surgindo na mente. Essa ideia, ou sentimento, de que há um self, e que ele é real. O sentimento existe; nós o experimentamos constantemente. Conforme vocês me ouvem agora [ou leem isso agora], vocês estão provavelmente me transformando em uma alma; e vocês, espectadores [ou leitores], em outras almas. Essa ideia está constantemente surgindo. Essa ilusão é real, mas não há realidade por trás dessa ilusão. A ideia de que há um ‘eu’ ocorre. Mas não há mesmo! É apenas uma ilusão! E estamos trabalhando com todas essas ilusões, conferindo esta ‘alma’, esta ‘individualidade’, esta ‘personalidade’, para as coisas o tempo todo. Estamos constantemente fazendo isso por causa de nossa falta de compreensão. Essa ignorância realmente surge, mas o que nós pensamos que existe, ou seja, um ‘eu’, não existe. Porque essa ilusão fundamental é tão comum nas mentes dos seres sencientes, torna-se muito difícil para nós entendermos o que é dito quando se fala sobre esse assunto. Então, por favor, não fiquem com raiva ou frustrados, nervosos ou preocupados. Basta tentar entender o que está sendo dito. Coloquem a sua ‘alma’ de lado por um momento e pensem sobre as coisas claramente.

Essa ideia ou ilusão do ego é algo realmente enterrada profundamente na mente. Ela está presa lá dentro, e é muito difícil de erradicar por duas razões: uma delas é que surge espontânea e instintivamente, como no caso da criança que ficou irritada com a cadeira; e a outra é que é apoiada, nutrida e encorajada nas vidas de todos nós. À medida que aprendemos a nos relacionar com o mundo que nos rodeia quando somos bebês, somos ensinados por nossos pais, irmãos e irmãs de que isto sou ‘eu’, isto é ‘você’, isto é ‘meu’, isto é ‘nosso’. Somos ensinados a nos prender a coisas e a identificá-las como ‘eu’, ‘meu’ e como entidades separadas, desde o início. No topo da tendência instintiva para essa ilusão, somos penetrados por esse ideia vinda das pessoas que mais nos amam. Essa ideia ou sentimento, é, portanto, muito profunda; está presa lá com uma cola muito forte. Agora, alguns de vocês podem pensar que o que estamos falando é loucura. Podem estar balançando a cabeça e pensando que esses monges não sabem do que estão falando, mas nós os encorajamos a ouvir com muito cuidado, porque vamos dizer como é possível erradicar essa ilusão do eu, que é a causa do fardo da vida.

Todos nós temos medo de abandonar essa ideia de um ‘eu’. E quando falamos de desenraizá-lo, soa como se estivéssemos dizendo para que matem a si mesmos, para cometer suicídio. Isso mostra o quão grande é sua confusão e, portanto, eu os encorajo a terem um novo olhar sobre essa questão. Tentem colocar de lado todas as opiniões, preconceitos e ideias que tenham acerca de uma alma, um espírito, um ‘self’ – todos esses conceitos sobre ‘eu’ – o grande eu, o pequeno eu, o grande ‘self’, o pequeno ‘self’, qualquer coisa. Comece de novo. Tenha um novo olhar sobre o ‘self’. Venha para o tema como se fosse completamente novo, com uma clareza e mente clara que não está obscurecida por todos os velhos condicionamentos. Olhem para si mesmos frequentemente, e vejam o que realmente está lá. O que é esse eu? Não fiquem nervosos ou com medo. E não julguem tudo aquilo que está sendo dito. Abordem essa questão com uma mente completamente nova. Não pensem que o que estamos dizendo é que vocês têm que matar a si mesmo. Se entenderem nossas palavras desse modo, não estarão ouvindo. Não estamos sugerindo que matem a si mesmos ou destruam suas vidas. Não estamos dizendo que devem se desfazer da vida. O que estamos falando é sobre libertar a vida dessa ilusão de si mesmo.

O ‘self’ nem mesmo existe. É por isso que dizemos que ele é uma ilusão, uma fantasia, um mal-entendido. E queremos libertar a vida disso, porque esse é o fardo. Essa ilusão é algo extra; ela não existe. Então, matar essa ilusão não prejudica a vida nem um pouco. Na verdade, isso liberta a vida de toda a insatisfação, todo o dukkha. Essa é a forma de resolver todos os nossos problemas. Essa é a forma de lidar com todas as nossas frustrações, dores, sofrimentos, decepções, tristezas, preocupações e medos. A vida pura é apenas corpo e mente. Não existe alma, não existe o eu. Então, o que estamos falando não é sobre matar a si mesmo, mas libertar a vida desse fardo, dessa ilusão.

Agora, como a ilusão de um eu surge na mente que não tem um eu? O feto no útero materno não tem concepções ou ideias sobre um eu. Mas, então, há o nascimento. E os órgãos dos sentidos da criança começam a funcionar. Conforme esses órgãos dos sentidos recebem estímulos do ambiente, a criança começa a interagir com esse ambiente. Há uma experiência de gosto quando a criança se alimenta do seio de sua mãe. A boca experimenta o leite e gosta dele. O leite é saboroso, satisfaz, é atraente e a mente do bebê é atraída pelo sabor num sentido positivo. Isso é o sentimento prazeroso, vedanā prazeroso, que causa muitos problemas. O bebê tem prazer com o leite, satisfaz-se com ele. E, então, algum tipo de sentimento começa a surgir na mente infantil.

Pode não ser uma ideia intelectual, mas há o sentimento de um ‘eu’, o ‘eu’ que tem prazer, o ‘eu’ que está satisfeito, o ‘eu’ que gosta – ‘eu’ gosto! ‘Eu estou satisfeito!’ ‘Eu estou satisfeito!’ Este ‘eu’ surge na criança. Quando isso acontece muitas e muitas vezes com todos os tipos de experiências diferentes, já que ela é alimentada e apoiada por pais e outras pessoas, essa ideia cresce, a ideia de um ‘self’. No início, a ideia de um ‘eu’ só surge e passa, carregada de sentimentos diferentes, com o rótulo de sentimentos; mas como acontece muitas e muitas vezes, torna-se uma forma habitual de se relacionar com a vida. E assim, o ‘eu’ já não é algo temporário, mas cresce no que chamamos ponto de vista, um preconceito profundamente arraigado que prejudica a mente, que é teimosa e estreita. A mente é completamente absorvida na visão de que existe um eu. Então, dessa forma, a ilusão surge. E essa visão é agarrada tão fortemente que a mente não a desafia. A mente não vai ouvir a razão ou observar a situação com cuidado, porque se apega a essa visão com muita força. Essa visão se solidifica cada vez mais e mais, como a criança que cresce até se tornar num adulto, e não há nenhuma forma para que a verdade possa brilhar na situação. Então, é assim que a ideia, a ilusão de um eu, surge na mente do recém-nascido. E é assim que o eu que não existe, torna-se uma coisa real em nossas mentes. Não existe tal coisa como um eu, mas essa visão de um eu torna-se algo real. E, então, isso é um fardo da vida.

Assim, logo que este ‘eu’ surge, imediata e automaticamente segue-se o sentido de um ‘meu’. Primeiro vem a ilusão de um ‘eu’ e, depois, uma vez instalado, segue-se a ilusão de um ‘meu’. E do ‘meu’ surge a ilusão de ‘eu mesmo’. Há o ‘eu’, o sentido de possuir e depois há o ‘eu mesmo’- as coisas que nós possuímos, com as quais nos identificamos e às quais nos apegamos como ‘minhas’. A essas três coisas juntas chamamos de upādāna. Upādāna é uma palavra pāli que pode ser traduzida por ‘agarrar’, ‘segurar’ e ‘apegar-se’. Então, este apego ao ‘eu’ leva ao apego ao ‘meu’ e ao ‘a mim mesmo’.

E assim todos os tipos de coisas se tornam fardos para a mente. Este é o problema da vida. Nós não só aderimos às coisas agradáveis, é claro, como as experiências gratificantes, mas também as coisas desagradáveis – ‘eu’ sofro, ‘eu’ estou doente, ‘minha’ dor, ‘minha’ doença, ‘minha’ morte. E alguns de nós ficam tão empolgados com tudo isso que passamos inclusive a falar de ‘meu’ mundo. Aderimos ao mundo todo. Nós reivindicamos o todo como sendo ‘meu’. Essa é a forma como esse processo inteiro torna-se realmente uma carga e como o nosso orgulho e ego não conhecem limites nessa ilusão e aderem a tudo. Deem uma olhada nisso. Olhem claramente, sem quaisquer preconceitos e vejam se não é isso o que acontece.

E agora, o que vocês vão fazer com isso? Vocês precisam aprender a distinguir duas situações. Vocês devem perceber a diferença entre o momento em que a ilusão de ‘eu’ surge na mente, e quando não existe essa ilusão. Precisam ser capazes de observar a mente muito de perto, com uma grande fome, para ver isso, para distinguir duas condições – a condição da mente oprimida por essa ilusão, e a mente livre dessa ilusão. Essas duas condições devem ser discriminadas. Quando começarem a ver essas duas diferentes condições na mente, verão que a ilusão de ‘eu’ é muito pesada. E vocês verão que a ausência dessa ilusão deixa a mente muito leve.

Uma vez que começam a distinguir entre essas duas condições, então, serão capazes de ver como essa ilusão surge. Está sempre indo e vindo nas mentes dos seres sencientes. Vocês poderão ver e entender como essa ilusão aparece, de onde o ego vem. Poderão ver isso. Não precisarão acreditar em mim. Poderão ver por si mesmos. E uma vez que entendam de onde essa ilusão vem e como isso surge, então saberão o que fazer. Verão o que precisa ser feito para arrancar a raiz dessa ilusão. Mas precisam querer isso de verdade, porque isso é sutil e se não olharem com cuidado deixarão escapar, como têm deixado escapar por toda a sua vida.

“O Eu é Pesado” por Buddhadasa Bhikkhu, foi traduzido pelo Grupo de Tradução do Centro Nalanda com a permissão dos detentores do copyright.

* Se você tem ‘dotes linguísticos’ e gostaria de traduzir e dispor suas traduções em nossa sala de estudos para que mais pessoas possam ter acesso aos ensinamentos do Dhamma, nós o/a convidamos para entrar em contato conosco. Precisamos de tradutores do espanhol, inglês, alemão e outras línguas.

Key translators of Buddhadasa’s Teachings

Date April 23, 2014

A list of key translators of Ajahn Buddhadasa was published by the Buddhadasa International Archives. Here it is.

Ajahn Buddhadasa

Ajahn Buddhadasa

Quando o tempo existe

Date March 11, 2014

quando o tempo existe

O tempo existe apenas para as pessoas que desejam na ignorância, então, experienciam o desejo tolo e o significado de tempo imediatamente ‘nasce’ para elas. Se não desejam tolamente, então, o tempo não existe para elas, o tempo tampouco ‘nasce’ para elas. Assim, porque pessoas comuns têm desejos, então, elas também têm tempo, o tempo existe para elas.

Daí que todos neste mundo têm que lidar com o tempo. Quando alguém deseja, no momento em que há desejo, há tempo; quando não há desejo, não há tempo também, o tempo perde seu significado. Assim, tempo existe apenas quando desejamos, quando queremos algo na ignorância. ~ Ajahn Buddhadasa


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Castelos no Ar

Date March 10, 2014

Castelos no ar

 

Por que é ensinado que viver no presente, evitando o enredar-se no passado e no futuro, é o melhor modo de se viver?

Bem, é porque se entreter com o passado significa que memórias, questões do passado nos perturbarão, quebrando nossa paz mental. E será o mesmo com o futuro: Qualquer um que se entretenha com expectativas não sábias ‘construirá castelos no ar’ e não será capaz de experienciar um verdadeiro estado pacífico da mente. Esperanças e expectativas são coisas problemáticas. ~ Ajahn Buddhadasa

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Quando trabalhar, trabalhe com uma mente vazia

Date February 18, 2014

mente clara no trabalho

mente clara no trabalho

“As pessoas precisam de alguma forma trabalhar, quase sem exceção todos tem que trabalhar, então, quando trabalhamos, que o façamos com uma mente esperta e clara, com uma mente vazia (*de eu, meu e meu eu*), e não com uma mente enfadada e pesada – não trabalhe com uma mente tensa, com uma mente apegada, faça-o com uma mente clara e vazia”. ~ Ajahn Buddhadasa

O tempo para os arahants

Date February 4, 2014

O tempo para os arahants

“Deveríamos entender que tão logo o tempo perde seu significado, então, não há mais passado ou futuro, nem tão pouco eles continuam a ter significado. Assim, isto é conhecido como não tendo tempo. Instrumentos como relógios, por exemplo, são instrumentos para fixar o tempo, para dizer o tempo; as estações do ano, como a estação anual das chuvas, e o nascer do sol a cada dia são formas de fixar o tempo. Mas o tempo em si mesmo realmente é o intervalo entre o desejo ignorante e a aquisição do desejado. Desta forma, instrumentos para dizer o tempo apenas dizem, por exemplo, a hora para comer, mas para quem não tem desejo, para quem não tem tempo, como um arahant (libertos), isso não tem o mesmo significado” – Ajahn Buddhadasa

Os Três Monges

Date May 11, 2013

Os Três Monges

Os Três Monges

Primeiro monge: “Qualquer tarefa, eu digo, que seja para o bem comum, essa devemos nos esforçar rapidamente para pagar completamente nossas dívidas para com o dharma e para com a nação”. Segundo monge: “O apego a objetos, eu digo, causará tédio e passará: a sabedoria traz o insight – ganância, ira e ilusão se vão, e isso cessará a roda do Samsara”. Terceiro monge: “Não se atrasem, meus amigos, eu digo, qualquer trabalho à frente, apressem-se por completá-lo, não negligenciem: Uma pesada carga de trabalho pode bem encurtar nossa vida, mas todos descansaremos de qualquer forma”.

Três Resoluções

Date August 13, 2012

Três Resoluções de Buddhadasa Bhikkhu

1. Ajudar todos a penetrar no coração de sua própria religião.
2. Criar um bom entendimento mútuo entre todas as religiões.
3. Trabalhar juntos para retirar o mundo do materialismo.